quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Como tudo começou...

Observa-se  a cada ano o aumento significativo dos casos de alunos que apresentam dificuldade específica em leitura e escrita. Eu estava trabalhando com clínica psicopedagógica (já há onze anos), quando fui chamada pelo Dr. Sérgio Antoniuk, renomado neuropediatra de Curitiba/PR, a participar de um grupo de multiplicadores da metodologia Panlexia, da autora e educadora inglesa Pamela Kvilekval.

Inicialmente o Método Panlexia recebeu influências do professor Leonard Bloomfield, que, como tinha um filho disléxico e sendo professor de linguística da Yale University, trabalhou uma abordagem pedagógica que chamou de Linguística Estruturada (1933). Este método também sofreu grande influência de estudos e pesquisas realizadas pelo Dr. Jesse Williams Grimes, nas Escolas Públicas de Andover, em Massachusetts (1968). Filho e neto de disléxicos criou um Programa para Dificuldades de Aprendizagem. Após dois anos como sua assistente e supervisora do curso de instrução terapêutica, (onde acompanhou mais de duzentos disléxicos), Pamela passou a aplicar o conhecimento e a experiência adquiridos com ele vindo a desenvolver o seu  próprio Programa. 

Constituindo uma vasta experiência nos EUA, Pamela Kvilekval (autora do método Panlexia) tornou-se, desde 1986, consultora em escolas internacionais na Itália e supervisora de ensino diferencial para estudantes disléxicos. Muitos médicos italianos encaminham crianças disléxicas para serem acompanhadas por Pamela por não existir na Itália programas pedagógicos especializados em Dislexia, consequentemente, ela desafiou-se a construir esse programa de ensino também
 idioma italiano.

Em Julho/2004, tivemos o privilégio de tê-la aqui no Brasil para repassar sua experiência, onde também construiu o seu programa dentro da base estrutural linguística do português (Brasil). Desde a formação comecei a aplicar seu método na clínica psicopedagógica e observei resultados muito rápidos e consistentes com o seu programa. Iniciei um levantamento dos atendimentos em Panlexia na clínica, observando a reação e aceitação dos alunos diante do método. Os resultados desta pesquisa, apontaram para algumas complementações, passei a realizar as atividades do programa dentro de uma leitura psicopedagógica e psicomotora. A própria autora nos orientou e incentivou  a realizar adaptações necessárias de acordo com a nossa realidade e cultura brasileira. 


Esta pesquisa culminou na apresentação oral de caso no XIX Congresso Anual e XXIII Curso de Pós graduação da Academia Iberoamericano de Neurologia Pediátrica, em Buenos Aires, em Outubro/2011. Atualmente realizo cursos para repasse da metodologia com a abordagem psicopedagógica para profissionais da área de Educação, de áreas afins e pais interessados em auxiliar seus filhos que apresentam dificuldades nessa área e desejam uma alternativa para amenizar ou até mesmo solucionar esse problema. 

Um comentário:

André Ott disse...

Excelente matéria, sensacional! Parabéns!